segunda-feira, 10 de maio de 2010

Vetor Norte atrairá mais de R$ 500 mi em investimentos


10/5/2010
O Tempo - MG 

O desenvolvimento do Vetor Norte da região metropolitana de Belo Horizonte, com a conclusão da Linha Verde e da Cidade Administrativa, tem beneficiado o Nordeste da cidade. "A região vai atrair investimentos superiores a R$ 500 milhões até 2014", afirma o secretário da Regional Nordeste Cláudio José Vilela. Hoje, à noite, uma audiência pública na sede da regional irá discutir os impactos do chamado "Center Minas", empreendimento que, segundo Vilela, terá como principais âncoras as redes Leroy Merlin e Wal-Mart.

Além do futuro centro de compras, localizado entre o Minas Shopping e a estação do metrô, a regional lista outros projetos ainda em fase de licenciamento, como a expansão do Minas Shopping e as construções do centro de convenções de Belo Horizonte, da nova rodoviária e da Via 710, que ligará a Pedro II até a avenida dos Andradas.

A audiência pública é a primeira etapa para que os empreendimentos recebam as licenças de instalação e operação. Procuradas pela reportagem, Leroy Merlin e Wal-Mart preferiram não adiantar os planos para a construção do centro comercial.


Projetos. 


A apresentação do projeto será feita pela ETO Construtora, mesma empresa responsável pelas obras de construção da unidade da Leroy no Belvedere, zona Sul da capital mineira. Lá, a rede de materiais de construção teve que assumir uma série de contrapartidas para minimizar os impactos na região.

Na Nordeste, o centro de compras deve ocupar uma área de 73 mil metros quadrados, com duas grandes lojas e uma torre comercial com mais de dez andares. O investimento estimado é de até R$ 100 milhões. O projeto de construção da Via 710 já passou pela audiência pública e aguarda a licença prévia para o início dos estudos. "Será um semianel, que começa pela avenida Andradas (na altura do bairro Esplanada), passa pela Cristiano Machado, Bernardo Vasconcelos, Antônio Carlos, Américo Vespúcio até a Catalão", disse. A prefeitura trabalha na obtenção de recursos que podem chegar a R$ 80 milhões.

Já a nova rodoviária, estimada em R$ 100 milhões, está em fase de projeto arquitetônico, que deve ser concluído em 60 dias. Ela será construída próximo à estação São Gabriel, em parceria com o setor privado.


Vale aplica R$ 138 mi
Outra obra que deve mexer com a região Nordeste é o projeto de modernização da linha férrea entre Belo Horizonte e Sabará, de responsabilidade da ferrovia FCA, subsidiária da mineradora Vale. Orçado em cerca de R$ 138 milhões, o projeto encontra-se em fase de licenciamento pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), segundo a assessoria da ferrovia.

Um dos principais investimentos em infraestrutura ferroviária de Minas Gerais, a obra, segundo a FCA, deve beneficiar 250 mil pessoas em dez bairros. A “transposição” da ferrovia é uma promessa antiga, que agora promete sair do papel. Um dos gargalos é no bairro São Geraldo, onde a linha atravessa. A regional Nordeste prevê o início das obras para julho. A ferrovia, no entanto, ainda não fixou data.

O processo de implantação, que inclui a contratação das empreiteiras e a realização do programa de aquisição de áreas e indenização de benfeitorias, terá início após a liberação das licenças ambientais e da emissão dos alvarás de obra pelas prefeituras municipais de Belo Horizonte e Sabará. O projeto de engenharia, bem como os recursos necessários à execução das obras serão de responsabilidade da Vale. A previsão é que, depois de iniciadas, as obras durem aproximadamente 30 meses.

Nos períodos de pico da produção, o trecho de 8,3 km é utilizado por 28 composições, diariamente, carregadas com soja, minério, ferro-gusa e produtos siderúrgicos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário