quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Mais 30 Km de ciclovias em Belo Horizonte

BHTrans - 21/09/2010


BHTRANS publica edital de licitação para a contratação de projeto de 30km de ciclovias em Belo Horizonte.

 
A Prefeitura de Belo Horizonte comemora a Semana Nacional do Trânsito investindo na mobilidade urbana sustentável com ações que visam desestimular o uso do carro e incentivar os meios de transporte coletivo e não motorizados, como a bicicleta. E a BHTRANS publica, nesta quinta-feira, dia 23/9, o edital de licitação que prevê a contratação de uma empresa para elaborar o projeto de 30km de ciclovias em Belo Horizonte.

Ainda neste mês serão entregues as propostas da licitação para a contratação da empresa que irá executar 16,6 km de ciclovias, abrangendo as regiões Leste, Nordeste, Estação Barreiro, Norte, Savassi e avenida Américo Vespúcio, entre as avenidas Antônio Carlos e Carlos Luz.

Tudo isso faz parte do programa Pedala BH, de incentivo ao uso da bicicleta, da Prefeitura de Belo Horizonte e coordenado pela BHTRANS.

E nesta quarta-feira, no dia mundial "Na cidade sem meu carro", das 18h às 19h, durante a concentração de ciclistas na Praça da Liberdade, organizada pelo grupo Mountain Bike BH, a BHTRANS vai orientá-los sobre como usar a bicicleta de forma segura no trânsito de Belo Horizonte e distribuir material educativo, como folhetos com dicas importantes para a segurança dos ciclistas que circulam no tráfego misto. Também serão distribuídos bandeirolas e adesivos refletivos para melhorar a visibilidade das bicicletas.

O PEDALA BH

O programa Pedala BH visa trazer muitos benefícios para a cidade e para os cidadãos e tem como objetivo promover ou resgatar o uso da bicicleta na capital, criando facilidades para quem optar por esse meio de transporte. Para isso, o programa propõe ações que abrangem desde a definição e implantação de ciclovias e estacionamentos até campanhas de educação e de segurança no trânsito.

Apesar do imenso potencial apresentado por Belo Horizonte para o uso mais intensivo da bicicleta como veículo complementar, integrada ao sistema de transporte coletivo, o número de pessoas que fazem uso da bicicleta por aqui ainda é baixo. Segundo uma pesquisa realizada pela Fundação João Pinheiro, a porcentagem de viagens de bicicleta como transporte na capital mineira está na casa dos 0,6%, um número inferior à média nacional de 2,8%, e à média das cidades com mais de um milhão de habitantes, 0,9%.

O uso da bicicleta é uma prática cada vez mais valorizada e incentivada em grandes cidades de todo o mundo que buscam novas alternativas para a questão do transporte. A BHTRANS espera que, cada vez mais, as pessoas se tornem adeptas da bicicleta como meio de transporte alternativo. Desta forma, todos serão beneficiados: a cidade, que ficará menos congestionada e com o ar mais limpo, e a população, que vai ganhar mais qualidade de vida.



Assessoria de Comunicação e Marketing da BHTRANS, 21/9/10.

Boulevard Arrudas melhora mobilidade urbana


23/09/2010 - BHTrans

Tratamento de passeios para a circulação de pedestres e a implantação de faixas preferenciais para o transporte coletivo estão entre as obras
Passeios adequados e acessíveis para a circulação de pedestres, faixas preferenciais para o transporte coletivo, ciclovia e um novo projeto de paisagismo. Essas são algumas melhorias que as obras de cobertura do Boulevard Arrudas, que começaram no sábado, dia 18, vão trazer para Belo Horizonte.

Com conclusão prevista para o primeiro semestre de 2011, as obras consistem na colocação de 565 vigas sobre o Ribeirão Arrudas, no trecho entre a rua Carijós e a avenida Barba­cena, compreendendo 1.100 metros da avenida do Contorno. Desde junho, estão sendo investidos R$ 63,5 milhões, recursos do Governo Federal, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para obras de mobilidade para a Copa do Mundo de 2014.

O superintendente de Desenvolvimento da Capital, Fer­nando Jannotti, explicou que a atividade de colocação das vigas vai ser efetivamente realizada somente no sábado, para evitar transtornos no trânsito durante a semana.

O prefeito Marcio Lacerda visitou no sábado o primeiro trecho onde as vigas foram colocadas e falou sobre o projeto de expansão da obra. De acordo com Marcio, a Prefeitura está na fase de desenvolvimento do projeto executivo para estender o trabalho de cobertura do Arrudas até o Coração Eucarístico, o que vai significar mais melhorias para a capital.

“No trecho Carijós/Bar­bacena e, posteriormente, Bar­bacena/Coração Eucarístico estamos incorporando outros elementos, tanto paisagísticos como de conforto para o pedestre, que vão representar um avanço importante para a cidade”, disse. O prefeito enfa­tizou que o trabalho de recuperação estrutural da laje de fundo e das paredes do Ar­rudas, realizado no ínicio deste ano, vai contribuir para que não haja interferência das chuvas no trabalho de cobertura do ribeirão e que as obras vão cumprir o prazo previsto.

A característica principal do Boulevard Arrudas é o tratamento adequado e significativo de passeios confortáveis e acessíveis para a circulação de pedestres, fornecendo estrutura para instalação de mobiliário urbano e melhoria do transporte coletivo a partir do alargamento de trechos da avenida com a implantação de faixas preferenciais para o transporte coletivo. Outro ponto é a criação de iluminação da pista de rolamento no canteiro central e dos passeios. Esses ga­nhos ambientais são possíveis a partir da construção de laje sobre todo o trecho em questão do canal, no vetor leste oeste. As obras também incluem um projeto de paisagismo, com a plantação de quase 600 árvores.

O secretário regional Centro-Sul, Fernando Cabral, afirmou que o projeto é importante para Belo Horizonte sob diversos aspectos. “Além de viabilizar o trânsito e ser uma questão de higiene, devido ao restaurante popular próximo ao local, o espaço passa a ser uma possibilidade para a realização de eventos. O projeto é uma nova saída para a cidade”, disse. Cabral também explicou que a conclusão das obras será um complemento importante não só para a cidade em geral, mas também para a rodoviária, que já conta com o projeto de uma passarela para unificar a estação de metrô e o terminal.

Melhorias no trânsito

O presidente da BHTrans, Ramon Victor César, afirmou que o trânsito de Belo Horizonte tem muito a ganhar com a conclusão do projeto. “O corredor Oeste, formado pela Via Expressa e pelas avenidas Tereza Cristina e Amazonas é um dos trechos de maior volume de tráfego, inclusive com uma grande circulação de transporte coletivo por ônibus. Essa obra facilitará muito o desempenho do trânsito no corredor”, explicou.

Ramon disse que, com o projeto, a Prefeitura aumenta a capacidade de circulação de veículos e de pedestres, incentiva o uso da bicicleta como meio de transporte com a inserção de uma ciclovia no local e requalifica do ponto de vista urbanístico uma importante área da cidade.

A obra do Boulevard Arrudas inclui...

- Trabalhos para recuperação estrutural da laje de fundo
- Recobrimento da canalização
- Canteiro central elevado
- Demolição e reconstrução dos passeios para adequação às normas de acessibilidade
- Novas pistas de rolamento
- Construção de ciclovia
- Recuperação e ampliação da drenagem pluvial
- Implantação de postes de iluminação pública e sinalização de trânsito
- Paisagismo

Assessoria de Comunicação Social da PBH







Imagem: Portal Estado de Minas




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domingo, 19 de setembro de 2010

Grande BH tem descentralização do emprego e da renda


Marta Vieira - Estado de Minas
Publicação: 19/09/2010 07:57 Atualização:
 

Quem diria que os municípios do entorno da capital fariam sombra à metrópole na evolução dos rendimentos do trabalho, uma questão central que alimenta o êxodo dos trabalhadores em direção a BH? Nos últimos sete anos, de fato, os vencimentos dos trabalhadores que moravam e trabalhavam nos municípios da periferia da região metropolitana surpreenderam, com crescimento de 5,9% ao ano. Em 2009, a renda média, descontada a inflação, atingiu R$ 909 por mês.

Quem trabalhou em BH, mas morava nos demais municípios, viu seus rendimentos crescerem a taxas de 3,5% anuais de 2003 a 2009. A renda média real no ano passado era de R$ 1.165, de acordo com o estudo “Urbanização, mobilidade populacional e novas especialidades no contexto metropolitano de Belo Horizonte: tendências recentes e os desafios ao planejamento urbano”. A boa-nova, para o economista Mário Rodarte, um dos autores da pesquisa, está justamente nessa tendência de desconcentração do emprego e da renda na Grande BH, como reflexo do surgimento de alguns polos de desenvolvimento fora da capital.

A assistente administrativa Natália Santos Silva, de 25 anos, saiu beneficiada pela recente onda de expansão da indústria e das empresas prestadoras de serviços à mineração em Nova Lima, distante 22 quilômetros da capital. À procura de novas experiências profissionais, no ano passado ela deixou uma indústria de massas em troca do trabalho numa grande prestadora de serviços de pesquisa mineral.

O segmento de prestação de serviços à indústria é um dos que mais cresce fora da capital, observa Lincoln Gonçalves, da Fiemg, junto à expansão de empreendimentos na rota do chamado Vetor Norte de BH, em direção ao Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na região metropolitana. A Fiemg está trabalhando com taxas de crescimento de 11,5% da indústria mineira neste ano. Mário Rodarte, do Dieese, destaca que a capital ainda preserva a condição de mercado de trabalho mais ativo e estruturado no setor de prestação de serviços, oferecendo maior número de vagas e melhores salários ao trabalhador. (MV)