quarta-feira, 29 de maio de 2013

Parque recém inaugurado na Serra do Curral tem acesso restrito por risco de desmoronamento

29/05/2013 - Estado de Minas, Pedro Ferreira
 
Desmoronamento é ameaça ao parque recém-inaugurado

Depois de quase 20 anos de espera e com apenas oito meses de inaugurado, o Parque Municipal da Serra do Curral, no Bairro Mangabeiras, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, está há três meses com a trilha, a maior atração, parcialmente fechada. Há risco de desmoronamento próximo ao fim do percurso, quase chegando ao Parque das Mangabeiras. Segundo o presidente da Fundação de Parques Municipais, Homero Brasil Filho, o problema foi detectado em 7 de fevereiro, próximo a uma descida íngreme, junto a uma cava de 240 metros de profundidade, já do lado de Nova Lima, na região metropolitana. 

“O buraco deixado por mineradora atingiu seu nível máximo de água acumulada. As obras de recuperação do talude e a liberação da trilha dependem da Vale, que é a responsável pela crista da serra do lado do município vizinho’, disse. Por questão de segurança, a Defesa Civil fez o alerta dos riscos e permite o acesso dos turistas apenas até ao mirante 8, atrás do antigo Hospital Hilton Rocha. "O visitante começa a trilha na Praça Estado de Israel, no fim da Avenida José do Patrocínio e só pode chegar ao mirante 8 acompanhado de monitor. O posto 7 pega o eixo da Avenida Afonso Pena, de onde é possível ter a melhor vista da cidade”, informou Homero. 

O processo de recuperação da Serra do Curral é complicado e dificilmente a obra vai ficar pronta para a Copa do Mundo, segundo Homero. "Tem de contratar uma empresa especializada. É uma obra caríssima, de milhões e milhões de reais. O talude tem que ter mais de 100 metros e deve ser uma continuação da cava. A obra vai demorar anos e anos", disse. "É uma pena, um parque que foi aguardado por muitos anos e vamos ter de fazer meia trilha, ir até a metade e voltar", lamentou. 

A situação pode piorar, segundo Homero. "O deslizamento está a 30 metros da trilha. Se houver um acidente mais grave, pode descer tudo de uma vez, levando trilha e tudo. Se cair a serra, você não faz outra. Se cair, caiu", disse.

Vale 

Em nota, a Vale informou que está fazendo a recuperação ambiental da Mina de Águas Claras, como o local é conhecido, seguindo o plano de fechamento protocolado no órgão ambiental. “O estudo foi desenvolvido durante dois anos por uma equipe multidisciplinar de 40 profissionais que montou diagnóstico ambiental da área, abordando cada aspecto a ser trabalhado. As obras estão em andamento e foram devidamente autorizadas pelo órgão ambiental", informou a mineradora. 

Ainda segundo a nota, o foco da empresa é a reabilitação da área. “Estudos para eventuais utilizações da propriedade foram arquivados no órgão ambiental e ainda estão sendo analisados pela Vale, sem prejuízos para o processo de recuperação, que corre em paralelo normalmente”, acrescentou. 

Entre as ações previstas no plano de fechamento, a Vale informou que faz obras de engenharia em parte da encosta da serra, área que está isolada. "A encosta é monitorada desde 1992 e os levantamentos topográficos demonstram que o terreno está estável. O cronograma de obras está em análise pela Vale e será apresentado aos órgãos competentes quando definido”, concluiu.

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